quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Fatores que melhoram o desempenho dos profissionais

Muitas vezes, um profissional pode dominar competências técnicas e comportamentais para atender às expectativas da organização. No entanto, não é apenas a boa vontade e o empenho do funcionário que exercem influência sobre sua performance, afinal a empresa que o contratou também tem que dar suporte para que suas equipes sintam-se estimuladas a vencer e a superar desafios todos os dias. Confira abaixo, fatores que quando somados impactam positivamente nos resultados e na entrega dos talentos organizacionais.

1 - Liderança - A atuação do líder junto à sua equipe é fundamental, para que a obtenção de resultados surja não apenas como uma meta a ser atingida, mas sim como um desafio que permita aos liderados entenderem que aquele momento que vivenciam é uma oportunidade de desenvolvimento. Nesse sentido, a liderança precisa trazer consigo e colocar em prática competências técnicas e comportamentais.

2 - Valorização - Quando a pessoa que realiza um bom trabalho, dá o melhor de si e supera até mesmo as expectativas do que lhe foi solicitado, muitas vezes, para continuar naquele ritmo acentuado de motivação espera, no mínimo, que seu esforço seja reconhecido. Há organizações que possuem políticas de gratificações, mas nem sempre a remuneração é suficiente para motivar o profissional. Prova disso, é que muitas empresas já constataram que uma cesta de benefícios atraentes, por exemplo, não é suficiente para reter um talento. Existe também a valorização que se revela através do reconhecimento verbal ou de um feedback, desde que dado pelo gestor e seja bem conduzido.

3 - Diálogo - Infelizmente existem empresas que pensam que uma boa política de comunicação interna se faz através de um processo unilateral. No entanto, não basta apenas repassar informações através de canais internos por mais que esses tenham o respaldo da alta direção e um visual atraente. Para que haja um processo eficaz é indispensável escutar o que pensam os profissionais. Além dos canais internos, a comunicação corporativa também se fortalece pelo relacionamento face a face, situação muito relevante para o bom entendimento entre líder-liderados.

4 - Equipe - Não há quem consiga "carregar" sozinho e em suas "costas" uma empresa. Por isso, trabalhar em equipe tornou-se uma competência muito valorizada para as organizações que buscam formar equipes estratégicas. Nesse momento, entram em cena outros fatores indispensáveis como: assertividade, empatia, vontade de compartilhar o conhecimento com o colega de trabalho e saber pedir ajuda, quando necessário.

5 - Metas - Toda empresa necessita trabalhar com foco em resultados e por esse motivo são determinados planos de ação. Contudo, de nada adianta traçar objetivos que fogem à realidade e tampouco podem ser conquistados do "dia para a noite" ou "num passe de mágica". É extremamente viável estabelecer metas com tempo suficiente para que essas possam ser atingidas. Caso contrário, o resultado será uma equipe estressada e formada por profissionais que não sabem qual rumo devem tomar para cumprir os prazos determinados.

6 - Apoio - Se as metas são cobradas dos profissionais, a empresa precisa dar respaldo para que os funcionários possam atingi-las. Trocando em miúdos: para realizar um bom trabalho, os profissionais precisam contar com os equipamentos necessários para a execução das suas atividades.

7 - Ambiente saudável - Não existe algo mais desagradável do que chegar ao ambiente de trabalho e encontrar o local desprovido das mínimas condições de higiene. Não destaco aqui uma infraestrutura requintada, mas sim uma que permita aos funcionários acesso a salas, banheiros ou refeitórios limpos. Um lembrete: sempre será bem-vinda uma campanha de conscientização interna para lembrar que o local de trabalho saudável só existe, quando os funcionários também fazem a sua parte. Afinal, de nada adianta pedir ao pessoal da limpeza que recolha o lixo, se os profissionais jogam as "bolinhas de papel" no cesto.

8 - Avaliação do clima - Acompanhar os bastidores do que ocorre nos "corredores" da organização é uma estratégia para avaliar o clima organizacional. Independentemente da ferramenta utilizada, os dirigentes devem identificar os pontos fortes da gestão, bem como os fracos e aqueles que precisam ser trabalhados, a fim de que possam ser evitados problemas futuros que impactem negativamente no desempenho dos profissionais.

9 - Carreira - O funcionário que veste a camisa da empresa e se aplica com tenacidade às suas responsabilidades tem em mente que sua dedicação trará resultados não apenas para a organização, mas também para sua carreira. Sempre que possível, a empresa deve manter um canal aberto para conversar com o funcionário e saber o que ele espera em termos de perspectivas de ascensão profissional. A partir do momento em que se elabora um plano de carreira, por exemplo, ganha tanto a empresa quanto o colaborador porque ele buscará o desenvolvimento de novas competências técnicas e comportamentais que abrirão novas oportunidades de crescimento interno.

10 - Xô estresse - Diante de tanta exigência no meio organizacional, a presença do estresse tornou-se inevitável. Para que seus níveis não ultrapassem os limites aceitáveis e prejudiquem, consequentemente, o desempenho dos funcionários as empresas podem recorrer a ações simples como: promoção de atividades que deixem o ambiente de trabalho mais descontraído; adoção de ginástica laboral; criação de um espaço para que as pessoas possam tomar um cafezinho quando a mente "travar"; realização de atividades que registrem datas comemorativas com confraternizações ou atividades de lazer. Os investimentos em QVT nem sempre exigem investimentos elevados, mas podem proporcionar resultados significativos para o dia a dia da empresa.

Extraído do site www.rg.com.br

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Bons gestores de TI são uma raridade no mercado

RIO - Difícil, hoje em dia, é encontrar um bom gestor de tecnologia da informação (TI) no mercado de trabalho. Alguém que tenha conhecimento para integrar diversas soluções de informática e trazer agilidade para as empresas, seja na linha de produção ou na prestação de serviços. As escolas de negócios, bem como executivos e headhunters, já se deram conta da carência desse profissional, lançando cursos e MBAs para formá-los. A FGV, por exemplo, tem MBA com ênfase em TI em Niterói, Friburgo e Petrópolis. O Senac Rio também tem pós-graduação na área.

Os resultados da baixa integração apareceram em uma pesquisa feita pelos professores Nelson Barrizzelli, da Universidade de São Paulo (USP), e Rubens da Costa Santos, da FGV. Ao entrevistarem 668 empresários, concluíram que o país deixa de ganhar R$45 bilhões ao ano pela falta de soluções inteligentes que ponham sistemas de empresas e fornecedores, por exemplo, em conexão. Assim, elas responderiam mais rapidamente às demandas.

Para o headhunter especializado em TI Luiz Felipe Castro, que trabalha para a Case Consulting, três fatores são responsáveis por essa carência. O primeiro deles é que o mercado ainda não é muito conhecido no Brasil. O segundo refere-se ao fato de os jovens que cursam ciências da computação ou informática estarem largando a faculdade porque começam a ganhar bem, muito cedo. Só que, a longo prazo, tornam-se pouco qualificados.

- Já entrevistei gerentes de TI que ganhavam R$6 mil e não tinham nível superior completo. Imagine como é complexo encontrar profissionais com pós-graduação ou doutorado, como às vezes é preciso - diz Castro.

'Em TI, o conhecimento é perecível', diz executivo

Por fim, vem o problema da falta de domínio de um idioma estrangeiro, especialmente o inglês. Neste ponto, a opinião do headhunter se encontra com a do diretor de Processos da Asyst Sudamérica, uma grande empresa do setor. O executivo conta que contrata um funcionário a cada 50 ou 60 candidatos.

- Falta de conhecimento de inglês é um problema enorme. É que, na maioria das vezes, essas pessoas vão lidar com empresas estrangeiras. E é mais raro ainda quem saiba outro idioma, como espanhol - conta. - Uma vez, levei três meses para preencher uma vaga. Quanto maior a especialização, mais difícil fica encontrar o profissional.

Em relação à parte técnica, o executivo explica que o profissional procurado é o que conhece os novos produtos:

- As escolas ensinam conceitos, mas os profissionais precisam manter constante atualização. Não dá para parar de se informar porque a tecnologia muda quase completamente a cada dois anos. É um conhecimento perecível.

O gerente do Centro de Informática e Telecomunicações do Senac Rio, Frederico Novaes, também diz que a renovação tecnológica é implacável, principalmente com a convergência digital entre mídias. Ele é o responsável pelo curso de pós-graduação do Senac Rio:

- O mercado precisará de tecnólogo do conhecimento, tanto quanto dos que montam redes ou prestam suporte de informática. A função do gestor de TI é diferente da exercida por bacharéis em computação. O gestor é alguém que conhece tudo o que existe e sabe coordenar aparelhos corretamente. Pode ser um advogado ou engenheiro também.

Extraído do site: o globo


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